De acordo com a consultoria, os estados mais afetados são Paraná e Mato Grosso do Sul, mas situação atinge outras regiões do Brasil


Em Mato Grosso, a colheita d asoja já começou em algumas áreas (Foto: Ernesto de Souza/ Ed. Globo)

Otempo mais quente e seco ameaça a produtividade das lavouras de soja semeadas mais cedo e traz preocupação para os produtores. Nessas áreas, a fase já é de enchimento dos grãos. Já nas plantações mais tardias, onde ainda há chance de recuperação, a “esperança” dos produtores está nas boas chuvas previstas para a semana do Natal, avalia a consultoria AgRural.

Os estados mais afetados são Paraná e Mato Grosso do Sul, que nesta semana continuaram castigados pelo calor e receberam chuvas insuficientes e com distribuição muito irregular. Lavouras semeadas mais cedo e que estão em fase final de enchimento de grãos, porém, já têm danos irreversíveis nos dois estados”, destaca a AgRural, em nota divulgada nesta sexta-feira (21/12).

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O plantio da safra de soja 2018/2019 já está praticamente finalizado no Brasil. Ainda conforme os consultores, o impacto desses danos em algumas regiões sobre a produtividade total da safra só poderá ser estimado em janeiro, depois do período de chuvas previsto para os últimos dias deste ano.

No sul de Mato Grosso, por exemplo, algumas áreas não recebem chuva há pelo menos 15 dias, informa a consultoria. Nas áreas a oeste e no médio-norte, onde se concentra a maior parte da soja produzida no Estado, a colheita já começou em alguns locais de lavoura mais precoce. Nas mais tardias, ainda é preciso umidade para um bom rendimento.

“Outros pontos do país também sentem os efeitos negativos do calor e da falta de chuva. Mas a preocupação ainda não é tão grande porque, dependendo do caso, ou as lavouras ainda estão em desenvolvimento vegetativo ou início de floração, ou o solo ainda possui boas reservas hídricas ou há volumes significativos de chuva previstos para as próximas duas semanas”, diz a AgRural.